rádios em suas caixas
soltando as amarras para melhor amarrar “em 1870, um novo cabo foi estendido entre a Inglaterra e a França para que Napoleão III enviasse mensagens de congratulações à rainha Victoria. Horas mais tarde, um pescador francês enroscou seu barco nesse cabo, sem conseguir identificá-lo: não parecia a cauda de um monstro marinho nem uma nova espécie de sereia dourada... resolveu cortar tudo fora e levar um pedaço para casa”.
Podemos considerar o relato acima um dos primeiros conceitos de “rádio” relacionado ao rompimento das amarras do modelo tecnológico da telegrafia, oficialmente soltas pelo norteamericano Reginald Fessenden ao realizar naquele natal de 1906, a primeira transmissão de voz utilizando o alternador de voltagem, nova concepção de amplitude modulada sonora. Por esta mesma época a soma dos componentes já reunia experimentos importantes, como as transmissões de sinais inteligíveis por Nikolas Tesla, entre muitos outros, alinhando fios, alternadores, válvulas, lâmpadas, indicador de corrente, embora cada um desses equipamentos possuísse formato próprio, caracterizando seu inventor. Seria preciso conceber uma caixa para abrigar componentes deste sistema, um marco que seria batido como estaca no coração de um vampiro: na virada do século 19 para o 20 acabaram de vez essas sonhadas assombrações sonoras quando o jovem telegrafista Marconi empreendedor autodidata, combinou as noções já apresentadas pelos pesquisadores alemães, ingleses, russos e italianos, arrumando-os em nova ordem patenteando esta caixa, a caixa do rádio. Marconi não estava preocupado com representações humanas do éther ou na busca pela eletricidade do pensamento... procurava sinais, transmissão e recepção com objetivo claro: sucesso, dinheiro, utilidade militar. Enquanto alguns buscavam utilidade comercial, outros como Thomas Alva Edison queriam compreender fenômenos desta aventura da comunicação no éther . Além do trabalho em seus laboratórios reuniam-se nos salões nova-yorkinos da Sociedade Teosófica, criada pela médium ucraniana Helena Petrovna Blavatksi.
Escrito por lilian zaremba às 14h41
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Allen, quem diria, acabou em Rorainópolis...
numa palestra proferida em porto Alegre durante o evento Fronteiras do Pensamento em 2008, o compositor nortemaericano PHILLIP GLASS (a esquerda na fotoa acima, conversando com o poeta) disse "...o mais difícil para um artista não é descobrir sua própria voz porque isso acaba vindo de forma inevitável, orgânica e natural, mas o difícil será livrar-se desta voz antes que ela se torne uma "descrição do artista" . lembrei disso ao pensar nessas vozes da chamada beat generation que agora (aparenemente por conta de uma crise econômica) volta a ressoar sua "descrição de artista". Este artista como també, norteamericano ALLEN GINSBERG poeta, confabulando com BOB DYLAN ou recitando aos ouvidos atentos, no espaço ao ar livre, oferecendo seu UIVO poema cujos versos cantam: "...é estranho agora pensar em você, que se foi sem espartilhos nem olhos, enquanto ando pelo asfalto ensolarado de Greenwich Village... chorei, me dando conta de quanto sofremos (...) e minha própria imaginação de uma folha seca, na aurora, sonhando em retrospectiva a vida, o Seu tempo...um longínquo clarão, e o grande sonho de Mim ou da China, ou você e uma Rússia fantasma, ou uma cama amarrotada que nunca existiu - como um poema no escuro - fugiu de volta ao Esquecimento, nada mais a dizer, e nada por que chorar a não ser os Seres no Sonho, preso em seu desaparecimento"... 
e certamente não será apenas por uma crise econômica, política ou moral que ainda hoje esse UIVO ecoa por ondas antes impensáveis como desta rádio ALTO ASTRAL 91.9FM situada em RORAINÓPOLIS ... 
Escrito por lilian zaremba às 10h00
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