lilian zaremba : rádio mirabilis


sobre rádio e John Cage

um ótimo artigo sobre as idéias de rádio na obra de   JOHN CAGE        escrito pela pianista, compositora e pesquisadora universitária   VERA TERRA      e ampliado à partir do que já fora publicado em 1999 no terceiro livro da coleção   RÁDIO NOVA, Constelações da Radiofonia Contemporânea        (ED. PUBLIQUE-ECO-UFRJ) pode ser lido no site    RADIOFORUM       em  http://radioforumbr.wordpress.com/



Escrito por lilian zaremba às 09h08
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nem um dia sem uma linha

no início dos anos 80 estivemos viajando pela Colombia, numa época em que ainda era possível se embrenhar de mochila nas costas sem pensar em precariedades de conforto ou algo semelhante. Ficamos encantados com a diversidade deste país que possui cultura caribenha em cidades como Cartagena ou a pequena ilha de San Andrés com sua população negra falando impecável inglês britânico (herança da colonização) ou partes de cultura indígena em cidades como Bogotá e seu Museu del Oro ou como no sítio arqueológico de San Augustin - uma reunião de esculturas pré colombianas encontradas em uma área na selva, ao ar livre na região exuberante dos Andes, algo realmente de beleza impressionante. Na verdade esta área era habitada e essas esculturas faziam parte do cotidiano desses habitantes, suas celebrações, fé, e arte. Lembro que a única grande cidade em que não fomos foi Medellín porque, segundo nos preveniram na época, não seria local para turistas... Agora, ao visitar as exposições da sétima Bienal do Mercosul no Museu em Porto Alegre, me vi novamente encantada pela Colombia: desta vez, através dos desenhos de   JOSÉ ANTONIO SUAREZ        (colombiano original de Medellín!) volto a ser turista tendo o mesmo pensamento que tive nos anos 80: como é possível desconhecermos o que está ao nosso lado?!



Escrito por lilian zaremba às 11h30
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Beckett segundo D'Ugo

há alguns anos atrás   CASSIO LOREDANO       ofereceu sua interpretação em desenho para     SAMUEL BECKETT       (acima) enquanto na emissora  CULTURA FM de São Paulo  (atual Cultura Brasil) o radioasta e professor universitário      ROBERTO D'UGO      colocava no ar sua versão radiofônica sobre comunicação inspirado em Marshall McLuhan e Samuel Beckett.  Este programa radiofônico, intitulado    INTERFACE/ALTERFACE       conjugou idéias da história do rádio como mídia a outras instâncias, observando  "...paradoxalmente hoje, quando os sonhos mais remotos de Marconi na área das telecomunicações foram totalmente superados, quando cientistas trabalham com novas formas de comunicação que permitem cada vez mais a personalização da mídia e conceitos como interatividade (e sua contingência metafísica) permanece inabalável enre os homens. Então, porque não emprestar a voz de Samuel Beckett, "poeta da incomunicabilidade" segundo Leminski, para uma reflexão, um contraponto provocativo, um mea culpa paradoxal: "não há mais nada a dizer, embora nada tenha sido dito".  (pequena parte do artigo  "Samuel Beckett, e a incomunicabilidade possível" escrito por Roberto D'Ugo e presente no livro ENTREOUVIDOS: sobre RÁDIO e ARTE, reunindo 26 artigos de radioastas e artistas plásticos, que estarei lançando em novembro).    



Escrito por lilian zaremba às 10h24
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Beckett segundo Daniela

  

entre as melhores e mais interessantes propostas da sétima     BIENAL DO MERCOSUL       está a montagem     BREATH     peça  de   SAMUEL BECKETT          realizada por    DANIELA THOMAS         (clicada durante a entrevista que gravamos para a série de programas diários que estou realizando para a    RÁDIO VISUAL      (ver post abaixo)  Em ambiente amplo (tentei fotografar com celular mas era muito escuro, só consegui esta acima, talvez dê uma idéia), alto e escuro, uma cena é vista durante alguns minutos em que a luz difusa se intensifica: lixo no chão, e uma batida é ouvida. depois, silencio. Um grito. Mais silencio. Não pude deixar de lembrar a incomunicabilidade como centro das idéias de Beckett, expressa em frases de seus personagens como essa  "...devo falar, não tendo nada a dizer, a não ser as palavras dos outros. Não sabendo falar, não querendo falar, devo falar".



Escrito por lilian zaremba às 07h35
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X Ventura

 

dois momentos da performance criada por     MARCIA X        e    RICARDO VENTURA        (em pé à esquerda na imagem acima)  levada a cabo ao longo dos trilhos que ficam em frente aos galpões aonde acontece a sétima    BIENAL DO MERCOSUL       . esta performance foi apresentada ano passado no Paço Imperial, Rio de Janeiro, em versão menor com apenas uma mesa e dois performers. Desta vez    RICARDO  utilizou quatro mesas e seis performers ao longo do espaço, obtendo acasos a favor: o forte vento ajudou a espalhar toda a farinha num corredor de nuvem branca, foi bonito e de certa forma, também uma homenagem a Márcia (in memoriam).



Escrito por lilian zaremba às 09h00
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